domingo, 5 de outubro de 2008

Voto porque é obrigatório. Se não fosse, esquecê-lo-ia

Hoje eu votei pela primeira vez. E tenho que dizer que foi um saco! Não, eu não tive que encarar uma fila imensa, nem mesários semi-analfabetos nem boca-de-urna ou coisa parecida. Só achei o ato de votar algo incrivelmente sem graça, pura e simplesmente.

Quando eu era criança, minha mãe sempre me levava pra votar com ela. Na época, meus pais votavam em São Paulo (hoje em dia votam numa outra cidadezinha qualquer, assim como eu), então chegávamos cedo e saímos tarde, mas eu não ligava. Aproveitava pra comer um cachorro-quente e tomar um coca.

Chegava, finalmente, a hora de votar. Minha mãe deixava o pressionamento dos botões da urna eletrônica por minha conta e de meu irmão, o que era o máximo! Crianças adoram botões, ou pelo menos deveriam. Dê uma caixa preta com um botão que acende uma luzinha vermelha para uma criança e você a fara feliz por um bom tempo - até que ela encontre algo com mais botões, claro.

Estou perdendo o foco... Onde estava? Ah, sim! A votação...

Apresento o título; deixo o celular com o mesário; assino um comprovante; voto no vereador que me deu a melhor oferta; anulo o voto pra prefeito e vou embora. Aí eu volto e pego meu celular, para ir embora de vez.

Foi assim. Nada divertido, nada chato. Aliás, nada traduz bem o que senti na hora. Foi como ficar no purgatório... Não é tão ruim quanto o inferno, mas decididamente não é nenhum paraíso.

Por isso o título desse post: voto porque é obrigatório. Se não fosse, esquecê-lo-ia.

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